Saúde mental corporativa: o papel do exercício físico - Apsi RH

Blog

Saúde mental corporativa: o papel do exercício físico

Por: Comunicação | 18 de agosto de 2025

Estudos mostram que colaboradores ativos são mais produtivos, engajados e criativos. Incentivar o movimento é investir em saúde mental e resultados organizacionais.

 

Setembro chega e, com ele, o discurso sobre saúde mental ganha força. Empresas lembram do Setembro Amarelo todos os anos, publicam frases de impacto nas redes, organizam palestras motivacionais e seguem em frente. Enquanto isso, o burnout continua se espalhando silenciosamente pelo ambiente corporativo, corroendo produtividade, clima e, pior, a vida de milhares de pessoas. Passou da hora de parar de fingir surpresa.

O fato é que muitas organizações adoram se vender como “o melhor lugar para trabalhar” e correm atrás de soluções complexas, caras e cheias de marketing. Investem em plataformas sofisticadas, consultorias de engajamento e escritórios repletos de pufes, videogames e salas de descompressão. Funciona bem para o Instagram, mas, no que realmente importa, esquecem o básico: o corpo precisa se mexer. E é bem mais simples do que parece.

O movimento é um remédio contra o esgotamento. Isso não é opinião, é ciência. Em 2024, um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine (BMJ) mostrou que exercícios são um tratamento efetivo para a depressão, principalmente caminhadas, corridas, yoga e treinos de força — e os resultados são ainda melhores quando a intensidade aumenta. Quem se movimenta também dorme melhor, alimenta-se melhor, fica mais calmo e lida de forma mais equilibrada com a pressão do dia a dia. Tudo isso ajuda a prevenir o burnout.

Baseado em pesquisas e vivências, desenvolvi uma metodologia que comprova que colaboradores ativos apresentam maior produtividade e menos ausências. A Universidade de Michigan (EUA) reforça essa visão: trabalhadores sedentários faltam mais e têm desempenho inferior em tarefas que exigem energia e concentração. Já os que se exercitam regularmente são mais focados e criativos, como também apontam estudos da própria Michigan e da Universidade de Tsukuba, no Japão. Não à toa, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que, para cada US$ 1 investido em prevenção e saúde do colaborador, retornam US$ 4 em produtividade e redução de custos.

As empresas podem — e devem — ter um papel ativo nesse processo. Ninguém está pedindo que todos se tornem atletas ou completem maratonas. Mas, se a liderança não cria espaço para a conversa e para a ação, nada muda. Programas de saúde corporativa, parcerias com academias, incentivo a caminhadas, alongamentos em grupo, horários flexíveis para treinar… qualquer iniciativa que torne o movimento parte da cultura já é um avanço. O colaborador saudável pensa melhor, trabalha melhor e se relaciona melhor. E isso, por incrível que pareça, também é bom para os negócios.

Minha convicção sobre esse tema vem da experiência pessoal. Em 2011, um acidente de moto quase me tirou a perna e me deixou um ano inteiro de cama. Foi o esporte, junto com a fé, que me levantou de novo. Aprendi na prática que disciplina, constância e autocuidado não são luxo: são combustível. Em 2023, transformei esse aprendizado em ação e fundei uma empresa dedicada a promover saúde integral, incentivando hábitos que tornam as pessoas mais fortes e conscientes.

Empresas que incentivam o exercício físico não estão apenas oferecendo benefícios, mas protegendo um ativo estratégico. Quanto mais saudável o colaborador, mais saudável o negócio. Em um cenário de esgotamento generalizado, não existe escolha inteligente que não passe por cuidar, de verdade, das pessoas. E cuidar de verdade é simples: basta ter visão para ir além do discurso e praticar o óbvio.


Leonardo Stocco é empresário, fisiculturista, personal trainer certificado pela ISSA e fundador da BetterU, marca focada em saúde integral. Foi sócio do Colégio Stocco, tradicional instituição de ensino do ABC paulista.

Logo do Whatsapp